Resenha do livro “Boca Livre” de Patricia Julianelli

Livro bom é aquele que você não quer parar de ler. Livro bom é aquele que você usa uma caneta “marca texto” para destacar passagens textuais que merecem ser lidas mais de uma vez. Livro bom é aquele que consegue um lugar na cabeceira da sua cama, para lhe servir de suporte em situações futuras. Para um livro isso equivale aquela medalha suada que conquistamos após uma competição.

Assim é o “Boca Livre – comida e bodownload (3)a forma com muito prazer e sem neura”, obra inaugural da Patricia Julianelli, lançada ao longo de 2014 pela Arquipélago Editorial. De acordo com a catalogação do livro, a obra versa sobre nutrição, saúde e alimentação saudável. Nem precisaria, pois o próprio título já induz ao que leitor encontrará nas suas 173 páginas: uma forma inteligente de se relacionar com a comida, sem paranóias, sem neuras e com muito prazer. É um livro que trata de nutrição sob o ponto de vista da gente, meros mortais, sem “nutricionês” como diz o Sérgio Xavier Filho no prólogo.

Pois bem, se formos dissecar o livro, encontraremos primeiro uma capa muito bem elaborada pelo Rodrigo Maroja. Esteja convicto: assim como numa gôndola de supermercado, você olhará fixamente para a capa deste livro numa banca e ficará com vontade de tocá-lo. Ao tocá-lo, poderá sentir os relevos do desenho, assim como fazemos muitas vezes com a nossa comida, uma experiência sensorial. A gente começa a comer com os olhos (e continua com eles depois, ao longo das páginas…risos)!

A Patricia segue uma lógica consistente em três bons capítulos, todos oriundos de uma excelente compilação de artigos publicados originalmente na Revista Runner´s World. No primeiro, intitulado “cardápio para a vida”, ela aborda aspectos verossímeis para uma dieta equilibrada fazendo uso de algumas assertivas provocadoras, tais como: “O monstro da larica vive à espreita, pronto para atacar. E geralmente dá o bote nos momentos de baixa imunidade emocional.” ou, ainda, “Equilíbrio emocional exige equilíbrio nutricional. E isso significa preservar todos os grupos alimentares”. No segundo, nomeado “exercício, o melhor aliado”, faz a conjugação do binômio dieta saudável + prática regular de atividade física, enfatizando que “A passagem do tempo não aniquila a competitividade. Mas muda o adversário. (…) É preciso nutrir o organismo para cruzar bem a linha de chegada.”  para, no terceiro, “cabeça em forma”, profetizar o poder mental como fator determinante para um controle equilibrado da forma como nos relacionamos com a nossa alimentação, com passagens do tipo “Perdoar o próximo é divino, mas perdoar a si mesmo é um ato de sobrevivência”. Há ainda um quarto bloco, “de olho no futuro”, fruto do nascimento do seu primeiro filho, Felipe, bem direcionado para os “grávidos” e aqueles que possuem a responsabilidade de dotar os respectivos filhos de bons hábitos alimentares.

Se você, assim como eu, não acredita em dietas milagrosas, que busca o equilíbrio entre dois extremos e não abre mão de um dos grandes prazeres da vida – comida, não pode deixar de ler esta obra, afinal, para manter o nosso corpo em “operação” e alcançar os nosso objetivos diários e de longevidade, precisamos buscar nos alimentos a rica fonte de energia necessária aos embates diários com muita sabedoria e bom senso. Bom apetite!!!

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2 Resultados

  1. Aline Mehedin disse:

    Também adorei o livro, li em menos de uma semana, ou melhor, o engoli.

    • Que legal Aline, a gente vive se cobrando tanto em relação a nossa alimentação, mas depois que li o livro percebi novamente a importância do bom senso, em tudo. Obrigado pelo comentário e por prestigiar o blog. Abraço!

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